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Degustação de taça

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Quando se fala em taças para vinhos, a marca austríaca Riedel é uma referência incomparável. E não é para menos: há dez gerações, quase 250 anos, a tradição na arte de fabricar vidros finos vem sendo transmitida de pai para filho. A fábrica, criada por Johann Leopold Riedel na região da Boêmia, em 1756, produz uma grande variedade de taças de cristal que têm alto preço no mercado. Desenhadas com base na orientação de enólogos, elas são feitas de forma a permitir a mais perfeita percepção das características de diferentes tipos de vinhos. Por isso, cada um deles merece um design especial.

Os principais formatos têm o nome de duas das regiões vinícolas mais famosas do mundo, ambas na França: Bordeaux e Borgonha. A taça de Borgonha é grande e arredondada, com um grande bojo curvado.

Taça Borgonha | Deise Novakoski

Taça Borgonha

A taça de Bordeaux, mais popular do que a primeira, é bem mais alta do que larga e tem abertura menor.

Taça Bordeaux | Deise Novakoski

Taça Bordeaux

Outra região que tem seu copo típico é o Vale do Loire. É uma taça com formato semelhante à de Borgonha, mas bem menor.

Com o objetivo de estabelecer um parâmetro, a International Standards Organization (ISO) criou um padrão para taças de vinho que é seguido em todo o mundo. Ainda que muitas sejam feitas de vidro, o material recomendado é o cristal. O fundamental é que sejam translúcidas, jamais coloridas. A explicação é simples: a cor natural do vinho diz muito sobre sua origem, consistência e qualidade. A taça ISO também é conhecida como taça técnica, pois é utilizada em degustações profissionais. A grande vantagem de uma ISO é que serve tanto para tintos quanto para brancos, o que facilita muito o serviço em festas.

Se o assunto é champanhe e outros espumantes, não há dúvidas: deve-se optar pela taça conhecida como flûte, que é estreita, comprida e tem boca não muito pequena. Esse formato garante a conservação do gás, mantendo o efeito frisante da bebida por mais tempo. Muitos preferem apreciar o champanhe nas taças tradicionais, rasas e bem abertas. Mas, apesar de românticas e charmosas, elas prejudicam a bebida, pois provocam a rápida dispersão do gás. Uma curiosidade: há uma lenda que diz que os seios da rainha Maria Antonieta teriam servido como modelo para essa taça rasa. Mas nem isso altera a preferência dos apreciadores de espumantes pelos copos que lembram tulipas mais alongadas.

A degustação de taças é um dos passatempos mais divertidos com o vinho e funciona assim: escolha o rótulo de sua preferência e sirva em vários modelos de taças. Em seguida, cheire o vinho em cada uma e observe as alterações olfativas que cada uma delas provoca na bebida. Experiente, você não vai acreditar!

Degustação de taça | Deise Novakoski

Degustação de Taças

Até semana que vem!

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Deise Novakoski

Atualmente, Deise Novakoski exerce a função de sommelière e bartender, trabalha como consultora na Academia da Cachaça e no Torna Pub e assina a coluna “Você tem Sede de Quê?”, publicada em seu site.