Cervejas

Dona Leopoldina ficaria muito orgulhosa!

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No Brasil, Valduga é quase sinônimo de vinho. Mas eis que o Grupo Famiglia Valduga agora investe num mercado que parecia ser antônimo de sua tradicional seara. E lança nacional e oficialmente no festival Mondial de la Bière – que acontece de 12 a 16 de outubro, no Pier Mauá, no Rio – a Cervejaria Leopoldina, com cinco cervejas artesanais em produção. O nome vem de Linha Leopoldina, uma das principais vias da Vila dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde a família italiana se estabeleceu no Brasil, e é uma homenagem à imperatriz Maria Leopoldina, que foi esposa de Dom Pedro I. Ousada e irreverente, assim como foi o plano de ter uma cervejaria em meio a uma região vinícola, ela chegou ao Brasil em 1824 e abraçou a causa independentista.

A Leopoldina é o primeiro empreendimento dos Valduga que não tem a uva como principal matéria prima. Porém, a expertise em vinho fez com que o mundo da cerveja e o do vinho fossem fundidos em cervejas especiais, que têm um toque de enologia no seu desenvolvimento. Com mais de 800 metros quadrados de linha produtiva, a Cervejaria Leopoldina utiliza a tecnologia de tratamento de água por osmose reversa, um dos mais modernos da atualidade.

“Sabendo que a cerveja é uma bebida muito apreciada no Brasil, o Grupo Famiglia Valduga criou um produto de altíssima qualidade. Com este projeto, esperamos conquistar novos paladares e consumidores. Nossa expectativa é alcançar a marca de 300 mil litros por mês, no período de dois anos”, planeja Juarez Valduga, presidente do Grupo Famiglia Valduga. Se alcançar este objetivo, em 2018 a cervejaria vai representar 5% dos negócios do grupo. Em breve, será inaugurado um espaço físico da marca, na mesma região onde a Famiglia Valduga já atua, no Rio Grande do Sul.

Os produtos já estão sendo comercializados no Sul do Brasil desde o último Festival Nacional da Cerveja, que aconteceu em Blumenau, no ano passado. No estado do Rio, é possível provar uma ou mais taças – ops, copos! – apenas em Teresópolis, nos seguintes estabelecimentos: Paraíso da Serra, Quality Shopping e Armazém do Alto. Ou encomendar via e-commerce, pelo https://loja.famigliavalduga.com.br/Home.

A coleção de cervejas artesanais tem como base as principais escolas cervejeiras belga, tcheca, americana, inglesa e alemã. As bebidas são elaboradas com maltes, lúpulos e leveduras importados da Europa. Saiba um pouco mais sobre cada uma delas:

Leopoldina Old Strong Ale: é uma cerveja escura, cujo sabor remete a frutas secas, nozes, mel e vinho do porto – resultado da mais fina seleção do malte, com oito meses de maturação em barricas de carvalho e segunda fermentação dentro da própria garrafa. Por estar acondicionada em uma garrafa de espumante, seu sabor único e equilibrado é mantido em perfeita harmonia, preservando toda sua originalidade. Assim como os grandes vinhos, esta cerveja melhora com o tempo. Por ser concentrada e amarga, é indicada para paladares mais apurados (R$ 129).

Leopoldina Old Strong Ale

Leopoldina Old Strong Ale

Tipo: Old Strong Ale
Taça: Goblet
Teor Alcoólico: 11%
Disponível em garrafas de 750 ml
Temperatura sugerida para degustação de 5° a 8°C
Cor: âmbar escuro
Harmonização: carnes de caça, preparações condimentadas e queijos curados com sabor intenso.

Leopoldina IPA: é uma típica American IPA, com aroma de notas cítricas e florais. Este tipo de pale ale foi criado pelos ingleses durante a colonização da Índia para resistir à travessia do oceano até o continente asiático. A bebida, aperfeiçoada pelos americanos, possui uma coloração cobre avermelhado, é forte, encorpada e muito equilibrada. Elaborada com a técnica do dry hopping, que possibilita a inserção do lúpulo norte americano durante o longo processo de maturação, apresenta um aroma intenso, com sabor e amargor característicos, além de grande persistência (R$ 25,90).

Cerveja Leopoldina IPA

Leopoldina IPA

Tipo: American IPA
Copo: Pint
Teor Alcoólico: 6,5%
Disponível em garrafas de 500 ml
Temperatura sugerida para degustação de 5° a 7°C
Cor: cobre avermelhado
Harmonização: Guisado de carnes apimentados como os pratos da culinária mexicana e indiana. Empanadas argentinas , hambúrguer e queijos de veios azuis.

Leopoldina Weissbier: do alemão, Weißbier, que significa tanto cerveja clara como cerveja de trigo – é extremamente refrescante, produzida com trigo da Bavária – uma das regiões cervejeiras de maior prestígio na Alemanha – e apresenta aromas de cravo e banana. Elaborada com malte de trigo e de cevada, a Wiessbier não é filtrada, apresentando aspecto turvo, sabor leve e frutado. É um estilo amplamente difundido na Alemanha, que agrada aos mais diferentes paladares (R$ 24,90).

Cerveja Leopoldina Weissbier

Leopoldina Weissbier

Tipo: Weiss
Taça: Weizen
Teor Alcoólico: 5%
Disponível em garrafas de 500 ml
Temperatura sugerida para degustação de 3° a 6°C
Cor: amarelo palha
Harmonização: queijos macios e suaves, atum, saladas, bolinho de bacalhau e frutos do mar.

Leopoldina Witbier: é uma combinação leve e refrescante. Tradicionalmente produzida na Bélgica e na Holanda, a witbier – significa “cerveja branca”, devido às proteínas do trigo e ao fermento que a deixam com uma coloração dourado claro de aspecto turvo – é a descendente direta das cervejas medievais, armazenadas antigamente com temperos cítricos. Produzida com uma delicada seleção de maltes de trigo, a Leopoldina Witbier possui um toque adocicado e cítrico, proveniente do limão siciliano e do coentro. Uma bebida agradável e que proporciona combinações com diferentes pratos (R$ 14,90).

Cerveja Leopoldina Witbier

Leopoldina Witbier

Tipo: Witbier (Bélgica)
Teor Alcoólico: 4,5%
Copo: Tumbler
Disponível em garrafas de 300 ml
Temperatura sugerida para degustação de 3° a 6°C
Cor: dourado claro
Harmonização: queijo de cabra, camarão, lula e mariscos, saladas e escondidinho.

Leopoldina Pilsner: é elaborada com maltes especiais e lúpulos da região de Plzeň, na República Tcheca – um dos locais mais conceituados na produção cervejeira no mundo – a pilsner ou pilsen é do tipo pale lager, uma cerveja clara, de baixa fermentação, que se diferencia pelo equilíbrio entre o malte e lúpulo. A coloração dourada e a refrescância fazem dessa a mais pedida entre todas as cervejas. Não filtrada, com um colarinho branco de excelente textura e resistência, apresenta aromas de notas florais e levemente maltadas. Por sua versatilidade, harmoniza bem com diversos pratos (R$ 22,90).

Cerveja Leopoldina Pilsen

Leopoldina Pilsen

Tipo: Pilsner
Teor Alcoólico: 5%
Taça: Goblet
Disponível em garrafas de 500 ml
Temperatura sugerida para degustação de 3° a 4°C
Cor: amarelo dourado
Harmonização: todos os tipos de queijos, comidas de boteco, embutidos, frutos do mar, peixes, aves e feijoada.

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Deise Novakoski

Atualmente, Deise Novakoski exerce a função de sommelière e bartender, trabalha como consultora na Academia da Cachaça e no Torna Pub e assina a coluna “Você tem Sede de Quê?”, publicada em seu site.